DC Comics

A história da DC Comics começa com o ex-militar, major Malcolm Wheeler-Nicholson quando criou o personagem Superman em 1934 com histórias em quadrinhos publicadas em tiras de jornais chamada Famous Funnies. Naquela época o Superman não voava, mas pulava de prédio em prédio. Mais tarde foram criados os personagens Batmam e Mulher Maravilha. A primeira revista foi lançada no dia 1º de Fevereiro de 1935, junto com seus colegas, também criadores de personagens, Jack S. Liebowitz e Harry Donenfeld. Era o surgimento da primeira revista em quadrinhos lançada em um prédio no centro de Nova York, que foi publicada com o nome de The Big Comics Magazine. Em 1937, eles compraram a empresa Wheeler-Nicholson e lançaram a revista Detective Comics, que foi o primeiro gibi de sucesso com histórias originais em torno de um único tema e que deu à companhia o nome pela qual ela ficou conhecida desde então. A DC Comics.

Esses três personagens são conhecidos também como Trindade

 

A DC ficou famosa na sua originalidade de não se prender a cronologia. Seus personagens sempre estavam renovados e nenhuma história se prendia a anterior. Outra curiosidade é que os lugares em que os personagens se originam ou residem são originais e não necessariamente nome de cidades reais. Vale apena lembrar também que a DC Comics sempre tratou muito bem as personagens femininas, dando destaque de capa a cada uma delas. Desde a Mulher Maravilha, passando pela Mulher Gato até a adolescente Supergirl, todas elas ganharam papel de destaque e protagonismo.

Morte da Supergirl em “Crise nas Infinitas Terras”, a primeira grande Saga da DC

[Nota Adicional: Morte nos quadrinhos nem sempre significa que determinado personagem não retorne mais. Muitas vezes eles faziam isso para trazer atenção para a editora, ou seja, matavam nas histórias algum personagem que precisasse de um reboot ou porque não estava muito popular mesmo, caso do Jason Todd, o segundo Robin.]

 

A DC também foi a primeira a inovar com personagens gays e transgênicos, como o personagem Extraño da saga Milênio em 1987. Houve também tramas contra a homofobia nas histórias da Mulher Maravilha. O Flautista, antigo inimigo do Flash e seu aliado nos anos 1980, revelaram que era gay, durante uma conversa, e o relacionamento e amizade entre eles permaneceram inalterados. John Constantine foi revelado como bissexual, assim como a Mulher Gato. Uma das melhores amigas da Batgirl era transsexual (e foi a primeira personagem do gênero a surgir em um gibi de super-heróis). Alan Scott, o primeiro Lanterna Verde, foi reinventado recentemente como gay em Terra-2. Até a Violeta Encolhedora, uma das integrantes mais adoradas da Legião dos Super-Heróis, criada em 1961, revelou-se lésbica, mantendo um longo romance com a Moça-Relâmpago.

 



Alan Scott, antigo Lanterna Verde na Era de Ouro e atual Terra 2


John Stewart - Lanterna Verde da Terra1 (Apareceu no desenho da Liga da Justiça antigo)


Hal Jordan - Lanterna Verde da Terra 1 (Ele é o que aparece no filme interpretado pelo Ryan Reynolds)

 

Os primeiros pesonagens negros também foram criados pela DC, como os soldados Ralph Jackson, em 1945, e Jackie Johnson, membro da Companhia Moleza em 1961 e o Corredor Negro, dos Novos Deuses, em 1971.

O problema é que as coisas mudaram muito nos últimos anos. Desde a última reformulação do Universo DC, com a nova fase que foi apelidada de “Os Novos 52”, a editora parece ter perdido seu rumo. Na verdade, as coisas já não andavam bem cerca de um ou dois anos antes da reformulação. As histórias da DC andavam um tanto chatas, pouco criativas e arrastadas. Sagas como “O Novo Krypton” e “Solo”, de Superman, ou a da morte e retorno de Batman se mostraram um tanto decepcionantes para os fãs e não atraíram muita a atenção dos leitores não-regulares.

Enfim, a DC inovou desde o seu nascimento, era de Ouro, anos de Cinzas e declínio. Ela também criou fãs pelo mundo todo há mais de 80 anos, influenciando várias gerações, dando início a uma Cultura Nerd e a uma indústria cinematográfica que moveu Bilhões de dólares.

Por Wendell E. Santos

 

 

 

 

Extras:

Cena de Flashpoint (ou Ponto de Ignição), história do Flash que foi responsável pelo atual reboot do Universo DC (aconteceu várias vezes ao longo da história da empresa). Ps.: Nessa cena, o Batman não é o Bruce Wayne, se ficou curioso para saber quem vestia o manto aí, leia a história, tem a versão online por aí

Reino do Amanhã – Alex Ross mostrando todo seu talento, com uma técnica que até então era novidade na época, que era o hiper-realismo usado nos quadrinhos. E eu tenho quase certeza, de que a arte final é em aquarela (quase…)

Liga da Justiça (uma das formações)

Os Super Amigos (seria a primeira versão da Liga da Justiça; aqui também mostra uma das formações)

Extras por Jean Santos

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